quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Corinthians e PT: tudo a ver

Escudo do Corinthians e logotipo do PT
Uma frase usada para ilustrar o quanto o Corinthians é importante no cenário futebolístico brasileiro diz que todo mundo é corintiano: quem não é a favor, é contra. Ou seja, ninguém fica imune ao timão. Muitos não-corintianos chegam a comemorar mais uma derrota do timão que uma vitória de seu próprio time, o que importa é o Corinthians perder. Tem gente que trocaria um título de seu time por um rebaixamento corintiano.

Este padrão de comportamento também pode ser observado em relação ao PT. É fácil encontrar petistas apaixonados: defendem sempre o candidato 13, que representaria ideais progressistas e estaria naturalmente imune a tentações. Mesmo quando o PT se alia a antigos adversários o petista argumenta que se trata de concessões necessárias para um alcançar objetivos maiores.

Já o anti-petista parece ver o diabo desenhado na estrela vermelha. O número 13 é o 666 contemporâneo. O PT precisa ser derrotado nas urnas, não importa por quem. O candidato pode ser homofóbico, pode defender a ditadura militar, pode ser corrupto, mas se puder derrotar o PT, estará perdoado.

O problema neste comportamento, tanto no futebol como na política, é a cegueira causada pela paixão. Sim, paixão, pois a defesa ou a repulsa incondicional do Corinthians e do PT passa ao largo da racionalidade. É pura emoção. A racionalidade é usada apenas para justificar a paixão. Argumentos são construídos sobre fatos frágeis, muitas vezes distorcidos até se tornarem úteis para corroborar a tese que está sendo defendida.

A paixão relacionada ao futebol pode ser divertida, afinal é uma forma de entretenimento. Tanto faz quem ganha o campeonato, ano que vem tem outro, outra chance de o Corinthians ser rebaixado ou ser eliminado do campeonato por um time inexpressivo.

Já a paixão relacionada à política cansa. Argumentos vendidos como irrefutáveis não resistem a uma simples investigação. As acusações ao adversário parecem birras infantis, e a acusação acaba sendo a regra, que deveria ser a proposta de ideias. Os candidatos não dizem o que acreditam ser correto, mas apontam no adversário o que estaria errado. Dedos em riste, argumentos frágeis.

Para quem não é petista nem anti-petista, é um processo enfadonho. Que chegue logo o dia 27 de outubro.

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