domingo, 24 de agosto de 2014

Inferno astral alviverde

Brasão oficial do Centenário do Palmeiras. (Crédito: Divulgação.)Eu não acredito em inferno astral, o período de crise que antecederia o aniversário. A duração do inferno astral seria de um mês, quando todos os problemas seriam culpa desta inconveniente conjunção astral.

Pois eis que hoje me vejo completamente convencido de que o inferno astral existe, e que o período pré-aniversário é realmente cheio de tragédias e provações. Só tenho dúvidas em relação ao tempo de duração desta fase negativa.

E se a crise fosse equivalente a dez por cento dos anos completados? Gosto desta métrica. Considerando que o aniversário seja de 100 anos, o inferno astral duraria uma década. Porém, considerando que o tempo não existe e que a medição dos dias e anos tem uma certa dose de arredondamento, como o que é corrigido nos anos bissextos, o inferno astral poderia durar mais de 10 anos. Doze anos, talvez.

Nestes 12 anos, naturalmente, não ocorreriam apenas tragédias. Apenas a relação entre bons e maus momentos seria desequilibrada. Os rebaixamentos de 2002 e 2012 empatam com os títulos da Série B. Um Campeonato Paulista de 2008 e uma Copa do Brasil de 2012 ficam de um lado da balança; todos os demais Campeonatos Paulistas, Copas do Brasil, eventuais Libertadores e Campeonatos Brasileiros ficam do outro lado - com destaque para o Brasileirão de 2009. O novo estádio no lado bom da balança, os últimos presidentes no lado ruim.

Assim, acredito que a vitória de ontem, contra o Coritiba, é um alerta: o inferno astral está acabando. Daqui a dois dias o Centenário vai pôr fim a este fase e o Palmeiras vai reassumir seu lugar de destaque no cenário futebolístico e esportivo.

Que os períodos de glória nos primeiros 100 anos sejam inspiração para períodos ainda mais alvissareiros. E que os palmeirenses do futuro tenham ainda mais orgulho do nosso querido clube.