Keith Richards falou sobre Charlie Watts: "Esse tio sabe tocar a bateria. É tão sutil, acho que é o "roll" (do rock and roll). Não devem se concentrar no rock, isso qualquer um pode fazer, mas é o roll que conta. Não há ingredientes, mas tens que ter um bom baterista e vontade de querer fazer. Tens que desejar a morte."
Quem já ouviu Led Zeppelin não tem dificuldade em perceber que Bonham seria, na definição de Keith Richards, o exemplo mais explosivo de "rock". Mas tem muito "roll" nesse "rock". Bonham toca muito pesado, mas é um peso bem elaborado. E o diferencial: essa elaboração que não vem de estudos e ensaios, mas é intuitiva, feita por quem sabe o que pode conseguir dos tambores e pratos à sua frente. E dos tímpanos e do gongo.
Os vídeos abaixo foram gravados em Londres em 1975. Não é fácil encarar um solo de bateria de 20 e tantos minutos, mas Bonham torna isso possível e agradável. O mais legal é que Jason, 8 anos, filho de John, estava na plateia. Tempos depois ele se tornaria o baterista honorário do Led Zeppelin nas raras reuniões da banda.
Jason, this is your dad. John Bonham: "Moby Dick"!
Parte 1

