A velocidade com que ocorrem atualizações nos sites de notícias e a necessidade de um volume grande de material para suprir estas atualizações costumam levar a resultados desastrosos.
O maior problema neste sentido são as notícias inúteis. O rapaz que tocou violão na janela do 21º andar, depois fumou um cigarro e entrou no apartamento e a cantora que pulou corda e, segundo o site de fofocas, estava fazendo exercício, são dois exemplos que ocorreram na última semana.
Outro problema é a falta de revisão nos textos. Isso pode ocorrer por conta de um estagiário inexperiente, um editor relapso, um jornalista metido a escritor ou por pura preguiça de mexer em um texto que chegou pronto. Hoje me deparei com um belo(?) exemplo. Confira:
"O Boeing 787 batizado Dreamliner aterrissou pela primeira vez neste domingo (18) fora dos Estados Unidos, em Farnborough, perto de Londres, para participar no Salão Aeronáutico que se celebra nessa localidade."
Encontrei este texto no G1 (http://bit.ly/ao4DnO), mas uma rápida pesquisa no Google mostra que ele está disponível em vários sites. O crédito para a pérola é da France Presse, sem créditos para a tradução.
Mas o que me incomodou tanto? O desrespeito à regra básica do jornalismo sobre escrever de maneira simples e o cacófato que me doeu os ouvidos, mesmo que eu tenha lido a nota em silêncio.
Ao invés de dizer que o avião foi a "Farnborough, perto de Londres, para participar no Salão Aeronáutico que se celebra nessa localidade", a pessoa poderia ter escrito "para participar do salão aeronáutico em Farnborough, perto de Londres".
Teria sido bem mais simples e ainda evitaria o acidente "se celebra". E também o uso exagerado do verbo celebrar: um evento aeronáutico se "realiza"; o termo "celebrar" deveria ser reservado a festas e premiações, não a feiras comerciais.
Seria pedir muito que alguém em alguma redação lesse o texto antes de publicá-lo, ao invés de simplesmente replicar o material enviado pela agência?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Algumas coisas fazem a gente se sentir importante! rarara
Mensagem do Zé Paulo de Andrade e o Gabeira te seguindo no Twitter, por exemplo!
Mensagem do Zé Paulo de Andrade e o Gabeira te seguindo no Twitter, por exemplo!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Nunca haverá GB suficientes!
Um amigo meu está com vontade de comprar um HD externo de 1 Terabyte, mas fica desanimado ao pensar que em poucos meses ele estará ultrapassado. (O HD, não o meu amigo. Meu amigo já está ultrapassado há décadas.)
Esse é um dos maiores dilemas de quem gosta de tecnologia: o "prazo de validade" dos produtos. O tempo que o produto leva para deixar de ser algo exótico até o momento em que ele fica obsoleto. É possível dividir este tempo em três fases: 1) quando o produto é caro/inacessível/exótico, 2) quando ele corresponde às nossas necessidades e 3) quando ele fica obsoleto. Naturalmente, essas fases variam de pessoa para pessoa.
No caso do meu amigo, e para a maioria das pessoas, o momento certo de comprar é a fase 2. Neste momento os preços são acessíveis e, com um pouco de critério na hora da escolha, o equipamento terá uma boa vida útil.
Vai demorar muito pro meu amigo lotar o HD de 1 TB. Ou seja, compre-o, pois ele corresponde às suas necessidades atuais, o preço está bom e a vida útil será longa.
Esse é um dos maiores dilemas de quem gosta de tecnologia: o "prazo de validade" dos produtos. O tempo que o produto leva para deixar de ser algo exótico até o momento em que ele fica obsoleto. É possível dividir este tempo em três fases: 1) quando o produto é caro/inacessível/exótico, 2) quando ele corresponde às nossas necessidades e 3) quando ele fica obsoleto. Naturalmente, essas fases variam de pessoa para pessoa.
No caso do meu amigo, e para a maioria das pessoas, o momento certo de comprar é a fase 2. Neste momento os preços são acessíveis e, com um pouco de critério na hora da escolha, o equipamento terá uma boa vida útil.
Vai demorar muito pro meu amigo lotar o HD de 1 TB. Ou seja, compre-o, pois ele corresponde às suas necessidades atuais, o preço está bom e a vida útil será longa.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
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