quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Rosana Hermann

Rosana Hermann é uma das pessoas mais geniais que conheço. De tempos em tempos aparece na TV apresentando programas, sempre aparece na TV por trás das câmeras, escrevendo roteiros. E há tempos está presente na internet, primeiro com um site, de uns tempos pra cá escrevendo blogs.

E como ela escreve! Muito, e bem. Ao contrário do Parlapatice, o blog dela é atualizado quase compulsivamente, todo dia o dia todo. E sempre com assuntos interessantes e pontos de vista originais sobre as coisas do mundo.

Pois um colunista de Santa Catarina também gosta do blog dela. Tanto que se permite copiar trechos inteiros e publicá-los como se fossem de sua autoria. O nome do cara é Miltinho Cunha, e a coluna é publicada no jornal O Estado. (Sem link, quem quiser que procure no Google.)

A farsa foi descoberta ontem, e uma pesquisa mais cuidadosa revelou que ele mantinha este expediente há mais de ano. Sem ao menos disfarçar, mudar palavras, mas na base do Ctrl + C, Ctrl + V. Rosana, claro, está muito abalada. E decidida a "botar alguns pingos em alguns 'i's. Como nos 'i's de inúteis". Entre aspas, como o tal colunista deveria ter feito.

Em sua defesa, Miltinho publicou a seguinte nota:

"Arrombassi! Fonte que colabora com a coluna, ontem ligou assustada. Na intenção de nos ajudar, nos colocou numa tremenda fria. Copiou despudoradamente duas notas de outra coluna na internet e nos repassou sem ao menos escrever sobre a mesma coisa, mas com suas próprias palavras. Claro, dando a entender de que era a autora. Situação desagradável! Fica aqui a correção e o devido crédito à legítima autora Rosana Hermann. Assim tu arrombas com a minha tarrafinha toda!"

Não foram apenas "duas notas" copiadas. Talvez duas dezenas, duas centenas. E qual seria o significado de "arrombassi" e "tarrafinha"? Pelo menos concordo com o termo "despudoradamente".

A discussão sobre direitos autorais na internet ainda está longe de chegar a alguma conclusão, e infelizmente este é mais um caso para ser estudado.

Fica meu convite pra você acompanhar a história no blog de Rosana, o Querido Leitor. Deixo aqui dois links: um direto pra página inicial do blog, outro destinado a eventuais leitores do futuro, pro arquivo da semana em que a farsa foi descoberta.

E viva Rosana Hermann!

Um comentário:

  1. Anônimo1/9/06 16:44

    Essa história de direito autoral é muuuuuito complicada, né?
    Eu acho que a gente não deve cobrar pela reprodução (acho simpático o conceito de copyleft), mas o mínimo é contar com a responsabilidade e honestidade das pessoas (duas virtudes que andam escassas social e politicamente no país). Como é que as pessoas podem ser tão irresponsáveis sobre seus atos? Isso é uma coisa que me intriga, e me entristece também...

    ResponderExcluir