quarta-feira, 19 de abril de 2006

Parlapatice 69 - PowerPoint

"A interface cultural do PowerPoint"

Este texto tem título de dissertação, mas não vai tão longe. É interessante a observação sobre o fato de o PowerPoint obrigar o usuário a criar frases telegráficas, e a disposição de pouco conteúdo em cada slide dificultar o encadeamento de raciocínios complexos.

Certa vez alguém (LM? Caio?) comentou que costuma fazer apresentações com apenas um slide. Para saciar a necessidade de algumas pessoas em ter algo para olhar, possivelmente influenciadas pela televisão. E fazia sua palestra normalmente, sem se prender ao que estava escrito no telão.

Essa técnica é ótima, pois não atrapalha o raciocínio. As idéias podem surgir em qualquer ordem, e podem ser facilmente adequadas às necessidades e curiosidades da platéia. Afinal apresentar um conteúdo personalizado é bem mais interessante que tentar nivelar diferentes públicos.

O PowerPoint não deve ser abandonado. Talvez pudesse ser substituído pelo OpenOffice Impress. Mas tem que ser utilizado apenas em determinados momentos. Para apresentar fotografias, por exemplo. Ou fotos e anúncios impressos. E não para resumir, ou padronizar, os conteúdos das apresentações.

(Para não se perder, leve as idéias anotadas em um papel. Como ninguém o verá, você poderá alterá-las à vontade.)

Um comentário:

  1. Ontem eu fiquei chocada. Na lotação (ambiente propício para bizarrices em geral) ouvi uma música do (ou antes, um barulho provocado por) Frank Aguiar. O cãozinho dos teclados. E o refrão dizia: "vou te deletar do meu Orkut, não me mande mais email com powerpoint". Hoje li seu post sobre powerpoint. A ligação dos dois fatos me fez ter um arrepio. Powerpoint pode ser uma coisa boa. Mas não ao som de Frank Aguiar.

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